Algoritmo, consistência e distribuição. O que separa quem cresce de quem estaciona — depois de 5 anos gerenciando contas.
Depois de cinco anos gerenciando dezenas de contas no Instagram — de pousadas em Jericoacoara a escolas de kitesurf no Ceará — aprendi que o algoritmo não é o inimigo. O problema real é que a maioria das marcas trata o Instagram como panfleto, não como ferramenta de relacionamento.
O Instagram distribuiu internamente, em 2024, um documento sobre os fatores de ranqueamento do feed e do Reels. O que ficou claro: o algoritmo mede o quanto as pessoas interagem com o seu conteúdo logo nos primeiros 30 minutos após a publicação. Comentários valem mais que curtidas. Compartilhamentos via Direct valem mais que tudo.
A conta que publica 4 vezes por semana, de forma consistente, durante 12 meses sempre supera a conta que viral uma vez e desaparece. O algoritmo premia contas que mantêm a audiência ativa. Uma viralização seguida de silêncio faz a conta cair — porque o algoritmo entende que aquele conteúdo foi uma anomalia.
Não existe estratégia de conteúdo que funcione sem consistência. Viralização é sorte. Crescimento é método.
Hashtags em massa, seguir-e-deseguir, pods de engajamento, compra de seguidores. O Instagram ficou muito bom em detectar comportamento artificial. Contas que usam essas táticas têm alcance reduzido de forma silenciosa — você continua publicando, mas cada vez menos gente vê.
O que funciona: conteúdo que gera conversa, CTAs que pedem compartilhamento, consistência de pauta e uma identidade visual que as pessoas reconhecem antes de ler o nome da conta.